Era uma tarde de verão,muito quente por sinal,e eu estava na casa da minha vó como em todas as outras tardes,minha tia chegou e me mostrou o cachorrinho que ela havia comprado do vizinho que confeccionava camisetas em um lugar simples,enfim me encantei pelo cachorrinho dela,mas logo deixei ele de lado e fui brincar sozinha na calçada.Eu estava brincando tão feliz quando vi um cachorrinho dormindo dentro de uma caixa de papelão na garagem do vizinho,interessada perguntei a ele se eu podia ver,e ele muito simpático me respondeu que sim,então ele trouxe a caixa mais para perto e eu fiquei a tarde inteira sentada lá brincando com ele.Depois de um certo tempo o vizinho me avisou que tinha vendido todos os cachorrinhos,inclusive o irmãozinho daquele cachorrinho que estava ali,que minha tia comprou e o que sobrou foi aquele,o da caixa de papelão,que ninguém queria comprar,e que se ninguém o comprasse, ele o deixaria na rua.Fiquei triste e muito,mas eu precisava daquele cachorrinho para mim, então decidi esperar meu pai chegar na casa da minha vó para me buscar e pedir a ele.
Eu sabia que não seria fácil convencer meu pai,sabia que eu levaria várias respostas negativas até chegar na positiva,demorou,mas eu consegui.Depois do positivo,corri para buscar meu cãozinho,fiquei tão feliz.Mas eu já tinha um outro cachorrinho,que por ciume do novo fugiu,mas não me importei muito,porque eu tinha outro.
Logo que peguei-o olhei para ele e pensei em tantos nomes,mas o que ficou foi Snoopy,ele não tinha nada a ver com o desenho,mas era fofo e bonito,igual ao do desenho!Ele era um salsicha,totalmente diferente dos outros,ele tinha um pelo negro com um pouco de claro,era diferente.Aquelas patinhas gordinhas de cachorrinho novo me encantavam.Desde que ele era pequeno eu saía para passear na rua sem coleira,e ele me acompanhava.Depois do nosso passeio, chegávamos na casa da minha vó,onde ele ficava, e descansávamos.
Snoopy cresceu,e continuava passear sem coleira,a sair passear sozinho e voltar para casa independentemente do que tinha ocorrido.As vezes eu xingava ele por ser um cão medroso,camlo e por não interagir com os brinquedos,eu o xingava por destruir minhas Barbies que eu esquecia atiradas no quintal,eu o xingava mas ele continuava sendo meu companheiro para todos os momentos.
Me mudei para uma casa grande o suficiente para levar o Snoopy,e lá foi ele comigo e com suas manias de sempre.Depois de mais algum tempo ganhei um filhote de vira-lata,e Snoopy amou o novo amigo,o novo Scott que era a cara do cachorrinho que faz a propaganda de papel higiênico.
Mais tarde recebi a triste noticia que me mudaria para Porto Alegre e que não poderia levar nenhum dos dois comigo.Fiquei chateada,então ao invés de dar eles deixei-os na casa da minha vó.Me mudei e a primeira vez que consegui visitar eles eu fui,mas antes passei em um PetShop perto de onde eu morava e comprei uns ossinhos de roer.Cheguei em casa e liguei para a minha vó perguntando como eles estavam,e ela me falou: ''O Scott fugiu quando fui visitar sua tia no hospital,ficou um fresta do portão aberta e quando voltamos ele não estava mais aqui''.Eu não acreditei e continuei com os ossinhos na mala.
Por muito tempo eu não havia percebido,que ele era meu melhor amigo,que com todos os xingões ele não ia embora,ele não me deixava,mesmo que eu errava com tudo,ele estava lá,ele não ligava se eu estava bonita,ou cheirosa ele simplesmente estava sempre lá!
Eu sinto sua falta Snoopy!
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