segunda-feira, 29 de outubro de 2012
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
Diplomas da Vida
Hoje é mais um final de tarde gelado, e lá vou eu me sentar na minha velha cadeira de balanço, que fica ao lado da lareira com algumas brasas acesas. Me sinto um velho rabugento tomando chá, com cobertas nas pernas, lendo todos os meus diplomas e certificados pendurados na parede. Meus pensamentos são os mesmos todos os dias, e com o vai e vem da cadeira, eles entram em ritmo. Há um tempo atrás, contei todos os meus diplomas. Me perdi nas contas várias vezes, mas, o número é alto. Quem diria que um dia eu iria me perder nas contas.
Mas sabe, toda aquela parede não vale nada para mim. De que adiantou passar uma vida de glórias e aparências se a vida, a vida de fato, eu não vivi? Eu vivi para os outros, mas não para mim mesmo, apenas para satisfazer um ego que era um poço sem fundo. Ganhar, ganhar, cada vez mais... Um vício tão desenfreado quanto um touro bêbado. De que vale tantos louros, agora empoeirados pelas mágoas do tempo? De que vale o brilho dourado do troféu se não há o brilho nos olhos da pessoa amada? De que adiante o papel liso e lustroso do diploma se não há mais luz e alegria em meu sorriso?
Toda essa parede coberta de diplomas não fala nada sobre quem eu sou. Não fala das minhas mágoas, das minhas superações. Mas afinal, ninguém mais olha isso, não é? O que conta é quanto dinheiro você tem no banco, no que você se formou, quais são seu bens materiais, e assim vai... Minha roupa era mais importante que o meu caráter. Ridículo mesmo é ouvir que ninguém se importa com isso, sendo que a maioria se importa. Alguns poucos e bons, realmente não se importam!
Esse texto foi escrito em parceria com o blog "Fim de Blog" (http://fimdeblog.blogspot.com.br/), do blogueiro Gabriel Ullmann. Esperamos fazer mais textos conjuntos em breve, então fique ligado.
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
Para onde eu vou voar?
O vento sopra forte e eu estou aqui sentada escrevendo toda essa baboseira.Me sinto feliz e um lixo ao mesmo tempo.Me acho a escritora,mas as vezes preciso me lembrar que sou apenas a Renata,aquela que não consegue escrever um texto sem um parágrafo errado,sem conjugar um verbo corretamente,ou simplesmente colocar uma mísera virgula no local correto.
A baixinha que sabe o que é chorar e olhar para trás,também aquela que sabe tanto do futuro que esquece o presente.Vive o irreal,vive no céu.Canta mau,mas canta para espantar os males.Nega dizer que já amou,mas ama.Afinal do que eu sei?
Olha onde eu fui parar,aqui escrevendo sobre mim mesma,deve ser monótono ler isso,mas é como se eu tivesse que contar a todos toda minha confusão.Acho que é aquela coisa que chama de adolescência onde tem aquelas crises de identidades mas acho que nem é esse mais o caso.Sem muito bem quem eu sou.Acho que a questão mesmo é saber pra onde é o meu voo,vivo no céu e o estranho é que eu não sei pra onde eu vou voar.
''Tudo que é necessário para realizar um voo suave e fácil é voar solto e despreocupado.''
Assinar:
Comentários (Atom)

